A decisão caiu, mas o prejuízo já aconteceu”, relatou Ciro
O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), classificou como uma “tentativa de golpe judicial” a disputa que envolve a participação do União Brasil em sua chapa. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (30), o tucano afirmou que, apesar de a decisão que restringia a atuação da chapa ter sido derrubada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha já havia sofrido prejuízos.
“A decisão caiu, mas o prejuízo já aconteceu. Nossa campanha perdeu tempo de televisão e teve sua comunicação com o povo prejudicada em um momento decisivo. Quem devolve esse tempo? Quem repara esse prejuízo político a poucos dias da votação?”, questionou Ciro.
A declaração ocorre após uma sequência de decisões judiciais envolvendo a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, e a coligação que apoia Ciro no Ceará.
Na segunda-feira (28), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia determinado a suspensão de atos de propaganda eleitoral e o bloqueio de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral relacionados às candidaturas de Roberto Cláudio, candidato a vice-governador, e Capitão Wagner, candidato ao Senado, ambos do União Brasil e integrantes da chapa de Ciro.
A decisão ocorreu no contexto de uma disputa interna sobre a participação da federação na coligação. Os diretórios estaduais de União Brasil e Progressistas, comandados por Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, respectivamente, recorreram à Justiça Eleitoral para questionar a decisão da federação de apoiar a chapa oposicionista.
Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) havia reconhecido, por 4 votos a 2, a legitimidade da federação para definir a composição da chapa majoritária.
Ministro deixa relatoria
Na terça-feira (29), Floriano de Azevedo Marques declarou suspeição e deixou a relatoria do processo. Segundo o ministro, a decisão ocorreu após tomar conhecimento de um “fato superveniente relacionado a processo de caráter sigiloso em trâmite” no Supremo Tribunal Federal (STF).
A saída do relator ocorreu após aliados de Ciro questionarem a decisão e mencionarem que a advogada Laura de Azevedo Marques, filha do ministro, atuava na defesa de Júnior Mano, que é suplente de Cid Gomes ao Senado, em processo no STF. A relação foi citada publicamente pelos integrantes da chapa, mas o ministro não atribuiu sua declaração de suspeição às manifestações políticas. Ciro usou a ironia “ai, que dor” ao comentar uma decisão liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques que afetou sua coligação ao Governo do Ceará.
Fonte: cn7

