A estratégia do governo Lula para aprovar o fim da escala 6×1 ainda neste mês

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha em uma nova estratégia para aprovar a PEC que acaba com a escala 6×1 no Senado. Após o texto não ser votado em plenário nesta quarta-feira (2), a articulação governista passou a considerar a realização de uma sessão extraordinária ainda em setembro para tentar garantir a análise da proposta antes das eleições.

A alternativa, segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), é levar a matéria ao segundo esforço concentrado do Legislativo, previsto para a segunda semana de outubro, caso não seja possível reunir os senadores em uma nova sessão.

Randolfe afirmou que o governo tem segurança sobre o apoio necessário para aprovar a PEC, mas avalia que o principal risco neste momento é a ausência de parlamentares no dia da votação. Segundo ele, o Planalto calcula ter entre 53 e 54 votos favoráveis, acima dos 49 necessários para aprovação da proposta em dois turnos.

Randolfe afirmou ainda acreditar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), colocará a proposta em votação quando houver garantia de aprovação. Segundo ele, o governo seguirá trabalhando para consolidar apoio e concluir a votação até o fim de outubro.

A votação não ocorreu nesta quarta-feira (2) após a oposição, segundo Randolfe, articular o esvaziamento do plenário. O líder governista atribuiu a movimentação principalmente ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

“O movimento da oposição foi bem-sucedido. O senador Flávio foi competente”, afirmou Randolfe a jornalistas.

Mesmo com o adiamento, a PEC avançou na tramitação após ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto prevê o fim gradual da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

FONTE: MSN