O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou cinco homens suspeitos de envolvimento no cultivo de aproximadamente 290 mil pés de maconha em uma fazenda localizada em Acopiara, no interior do estado. A plantação foi descoberta em junho deste ano e gerou questionamentos sobre a atuação das forças de segurança durante a apreensão e a destruição da droga.
Entre os denunciados estão João Holanda Neto, apontado como proprietário da fazenda; Cristiano Rodrigues de Lima, que teria arrendado o imóvel e seria responsável pela administração da lavoura; e o advogado pernambucano Geraldo Dário Soares, indicado como responsável técnico pela plantação.
Também foram denunciados os agricultores Francisco Augusto Alves da Silva e Manoel Clênio Mendonça Leal Filho, apontados como responsáveis por atividades relacionadas ao fornecimento de insumos utilizados no cultivo.
Como cada denunciado teria atuado
Segundo a denúncia do MPCE, os cinco homens estavam divididos em dois grupos:
Núcleo do campo: João Holanda Neto e Cristiano Rodrigues de Lima. O primeiro é apontado como proprietário de fato da fazenda, enquanto o segundo seria responsável pela gestão diária da plantação e dos trabalhadores.
Núcleo de suprimentos: Geraldo Dário Soares, Francisco Augusto Alves da Silva e Manoel Clênio Mendonça Leal Filho. Conforme o Ministério Público, eles atuariam na especificação, compra, retirada e transporte de materiais utilizados na irrigação, fertilização e proteção da lavoura.
De acordo com a investigação, a área utilizada para o plantio ocupava aproximadamente 28 mil metros quadrados. A estrutura contava com sistema de irrigação por gotejamento, barracas de apoio e maquinário importado da Espanha para o processamento da droga.
Os cinco denunciados deverão responder, conforme a acusação, por tráfico de drogas, cultivo de maconha e associação para o tráfico. João Holanda Neto e Cristiano Rodrigues de Lima também foram denunciados por supostamente permitir o uso de um imóvel para atividades relacionadas ao tráfico.
O MPCE ainda solicitou à Justiça a expropriação da propriedade. As acusações deverão ser analisadas pelo Poder Judiciário.
Fonte: G1-ceará

